Quereres – Carmélia Cândida

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Eu quero mais poesia na minha vida
Mais amanheceres suaves
Mais dias de chuva mansa
Quero momentos para ficar na lembrança
Mais jardins e pores do sol

Quero conviver mais com poetas
Com pessoas que olhem nos olhos
Que sejam sinceras, sem ferir
Que saibam valorizar o sentir
E sejam tocadas pela arte

Quero abraços apertados
Carinho e beijos estrelados
Sonhos maiores que eu
E vontade para realizá-los
Sorvete, vinho branco e cafuné

Quero estar com quem amo
Entre pessoas que me querem bem
De verdade e não por falsidade
Dispenso todo tipo de hipocrisia
Quero afeto, quero amor, quero partilha

(E conhecer lugares nunca dantes visitados
E voltar àqueles para onde meu coração
Quiser voltar)

E, se tiver tudo isso (ou um pouco disso)
Direi que estou feliz
Não almejo estrelato, nem luxo
O que quero são as alegrias do momento
Viver em paz e com sentimento

E com mais poesia
Em mim, no outro, no mundo, na vida

Quereres – Publicado no jornal “Cadernos literários – Entre montanhas de Minas: prosas e versos”, da Academia de Letras de Pará de Minas, out/2016. Carmélia Cândida, cadeira nº 3, patrono Mário Quintana

ACADEMIA DE LETRAS DE PARÁ DE MINAS RECEBE NOVAS ACADÊMICAS

No próximo sábado, 5 de novembro, a Academia de Letras de Pará de Minas – ALPM irá receber mais três integrantes: Ângela Maria Leite Xavier, Maria de Fátima Moreira Peres e Renata Teixeira Silva. A solenidade oficial de diplomação e posse será realizada no Museu Histórico, com início às 18 horas, e será aberta ao público.

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A ALPM foi fundada em 1997 e conta com 21 cadeiras para acadêmicos efetivos. Cada cadeira tem como patrono um escritor de língua portuguesa falecido e que  tenha se notabilizado na literatura. Desde que foi fundada, a Academia funcionou sem que a totalidade de suas cadeiras estivessem ocupadas.  Ao longo dos seus 19 anos de existência, foram eleitos e empossados novos acadêmicos a fim de completar a composição da agremiação. Nesse tempo, também, faleceram acadêmicos, outros renunciaram. Agora, com a posse, essa importante instituição de apoio e incentivo à leitura e escrita ficará completa, com as 21 cadeiras ocupadas.

O título de acadêmico é perpétuo, a não ser em caso de renúncia. A vacância de uma cadeira, portanto, se dá por falecimento ou renúncia de seu titular. Os acadêmicos efetivos são os membros que fundaram a Academia e outros eleitos e empossados na forma definida pelo regimento da instituição. No caso de uma cadeira ser considerada vaga, podem ser admitidos novos acadêmicos. Um edital para apresentação de candidaturas é publicado num jornal da cidade, os interessados se inscrevem, devendo preencher requisitos determinados, e é realizada uma eleição. O acadêmico eleito passa a fazer parte da Academia após sua posse.

Das três acadêmicas, todas são pará-minenses. Ângela Maria Leite Xavier, que ocupará a  Cadeira nº 1 (patrono Robson Correia de Almeida)  reside em Ouro Preto, Maria de Fátima Moreira Peres, que ocupará a  Cadeira nº 15 (patrono Vinicius de Morais) reside  em Belo Horizonte, e Renata Teixeira Silva, que ocupará a  Cadeira nº 3 (patrono Pedro Sales)  reside em Pará de Minas.

Na solenidade de posse, o público poderá conhecer a trajetória de cada uma delas. Para  a ALPM, será uma honra recebê-las,  e a Academia se engrandecerá com a presença e contribuição das novas integrantes, como acadêmicas efetivas, à arte e à cultura da sociedade pará-minense.

Posse na Academia de Letras de Pará de Minas

05/11/2016 – Local: Museu Histórico de Pará de Minas – Horário: 18 horas

Poema Primavera

Escrevi este poema quando trabalhava na E.M. Dom Bosco, dando aulas para o ensino fundamental. A ilustração foi feita anos depois, por uma aluna de outra escola (acho que para um mural), no distrito de Tavares, onde eu também trabalhava.

Resgatei-o em uma gaveta, e resolvi trazê-lo para este baú. Pode ser útil em salas de aula.

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Nas garras desse amor bandido – Poesia com cachaça – Grupo ReVerso

Um sarau poético musical. Um convite ao lado divertido e encantado da vida. Uma noite de embriaguez. De arte, de cultura. No repertório, poemas de autores variados e clássicos da música sertaneja. Em foco, paixões desenfreadas, amores proibidos, despedidas mal resolvidas, desejos incontroláveis, pensamentos inconfessáveis.  O público  se integra ao elenco e participa, lendo ou dizendo seu poema de preferência.

Um brinde ao amor, à poesia. A tudo, enfim, que completa nossa existência!

Essa é a proposta do sarau/expetáculo “Nas garras desse amor bandido”, do projeto Poesia com Cachaça, do Grupo ReVerso, de Pará de Minas/MG, formado por Carmélia Cândida, José Roberto Pereira, Marcilene Tavares e Wilsinho da Floresta.

No último dia 19 de agosto (2016), o sarau/espetáculo foi apresentado no Teatro Municipal Geraldina Campos, em Pará de Minas. E foi lindo! Como sempre acontece neste projeto, pessoas da plateia se integraram ao elenco, dizendo um poema de sua preferência, enriquecendo a apresentação e dando-lhe um significado especial.

O Grupo agradece a presença de todos e às pessoas que contribuíram com suas apresentações.

Confiram alguns momentos por meio do registro fotográfico feito por Clara Mendes.

 

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Vem aí… Nas garras desse amor bandido

Novo sarau/espetáculo do projeto Poesia com Cachaça, do Grupo ReVerso.

Nas garras desse amor bandido cartaz1 com apoio prefeitura cópia

No próximo dia 19 de agosto, o Grupo ReVerso (Carmélia Cândida, José Roberto Pereira, Marcilene Tavares e Wilsinho da Floresta) volta ao Teatro Municipal Geraldina Campos de Almeida com o projeto “Poesia com cachaça”.

Desta vez, o tema do sarau/espetáculo  — que terá novo repertório, cenário, figurino — será “Nas garras desse amor bandido”, e trará canções clássicas do sertanejo e poemas de autores variados.  Em foco, paixões desenfreadas, amores proibidos, despedidas mal resolvidas, desejos incontroláveis, pensamentos inconfessáveis.

Já conhecido do público pará-minense apreciador da arte e da cultura, o sarau/ espetáculo promovido pelo ReVerso é um convite ao lado divertido e encantado da vida.  E um diferencial do projeto é que o público também pode se integrar ao elenco e participar do sarau, lendo ou dizendo um poema  à sua escolha. No evento, é servida a cachaça que, além de ser patrimônio imaterial no Brasil, é uma referência a poetas boêmios do passado.

O projeto Poesia com cachaça teve início em 2008 e, em 2016, passando a contar também com Wilsinho da Floresta, teve apresentações no Museu Histórico e no Teatro Municipal, com o título “Uma noite na boemia”, todas elas com grande sucesso de público. O Grupo ReVerso trabalha com poesia, música, teatro e contação de histórias.  Além do projeto Poesia com cachaça, tem em seu repertório o espetáculo infantil “Dona Baratinha” e o espetáculo “Histórias em torno do fogo”.

“Nas garras desse amor bandido” propõe ao público uma noite de embriaguez. De arte, de cultura! Um brinde ao amor, à poesia. A tudo, enfim, que completa nossa existência!

 19 de agosto de 2016 –  20 horas – Teatro Municipal Geraldina Campos de Almeida

 Ingressos: R$ 12,00 (antecipado e meia entrada)

R$ 24,00 (inteira)

 Vendas: 

 Brinquelê (Benedito Valadares, 476, telefone: 37-3232-2780) Algar Telecom (Benedito Valadares, 162, telefone 37-3231-9000).

O SOM DAS MINAS: NAS ANOTAÇÕES DE MALLUH – A MÚSICA INSTRUMENTAL MINEIRA É TEMA DO NOVO LIVRO DO ESCRITOR JOSÉ ROBERTO PEREIRA

O que acontecia no universo musical nos anos de 1980? Qual era o som das Minas Gerais nesse período? Como eram os bastidores de um grande show? Que caminhos a música instrumental mineira percorreu? Por onde essa música reverberará?

Esses são apenas alguns dos assuntos abordados no livro O som das Minas: nas anotações de Malluh, do escritor José Roberto Pereira. Trata-se da nova obra do autor, conhecido por suas elogiadas publicações infantojuvenis (As Aventuras da Formiguinha Tonhonhõe, A Joaninha e a Margarida, O Craque/ck), sendo a primeira de não ficção.

Tendo como base o acervo particular da escritora, jornalista e produtora cultural Malluh Praxedes, o livro descortina o cenário musical dos anos de 1980, com destaque para a produção mineira, especialmente a instrumental. Grandes nomes da música são trazidos para perto do leitor, por meio das entrevistas realizadas pela jornalista e bem dispostas na obra pelo autor.

O livro está sendo realizado pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura, com patrocínio do Grupo Alterosa. O lançamento do livro acontecerá neste mês, com bate-papo com a presença de José Roberto Pereira e Malluh Praxedes.

18/8 (quinta-feira) – Pará de Minas
Museu Histórico de Pará de Minas – Muspam
Rua Manoel Batista, 51 – Centro
20 horas

24/8 (quarta-feira) – Belo Horizonte
Café com Letras do Centro Cultural Banco do Brasil
Praça da Liberdade, 450 – Funcionários
19 às 21 horas

27/8 (sábado) – Ouro Preto
Casa dos Contos
Rua São José, 12 – Centro
20 horas

31/8 (quarta-feira) – Itaúna
Espaço Cultural Silvio de Mattos
Rua Antônio Corradi, 55 – Centro
20 horas

Preço do Livro: R$ 20,00

Alinhar imagem

José Roberto Pereira e Malluh Praxedes – Foto: Clara Mendes

 

 

Ao sol de uma manhã fria de junho

Estou sentindo falta de escrever. As ideias não me veem ou, se vêem, escapam logo em seguida. Acho que estou cheia demais…  “muito cheia de vazios”, parafraseando Manoel de Barros. Para escrever, tenho que me esvaziar desses vazios.

Tem me faltado tempo, é verdade. Mas falta-me também perspectiva? Ânimo? Vontade? Inspiração? Não sei. Sei que estou assim. E que, quando escrevo, preciso estar só eu comigo mesma, alheia ao resto. E não tenho conseguido.

Nada disso chega a me afligir, de fato. Não tenho obrigação. Nem quero ter. Quero escrever mesmo só quando tiver vontade. A questão é só que às vezes sinto falta…

Junho é um mês frio. Aqui, onde estou agora, parece ainda mais. Nesta manhã gelada, observo as árvores, as plantas, ouço o balanço do vento nas folhas, o canto de passarinhos, conversas distantes… e busco ideias.

Quem sabe comecem a vir de novo?

Sinto falta de personagens virem a mim, de começar a esculpi-los em um enredo e eles, aos poucos, irem criando “vida”, assumindo parte do controle. De ver a história ir tomando outro rumo – o que ela quiser.

Um grupo de passarinhos pousa no pé de hibisco. São muitos. Conto vinte. Têm o peito amarelado. Eles saltitam de um galho para outro. Uns pousam no fio que passa sobre a árvore e depois retornam. Fazem algazarra. Parecem brincar.

Sinto o calor do sol. Tento mirar em sua luz. Presto atenção à canção do vento. O grupo de pássaros se vai.

Não sei se é um recomeço, mas certamente está sendo  uma tentativa.

Penha (Pará de Minas/MG), domingo, 25 de junho de 2016.